Bom dia por quê?

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Tem dias que você acorda daquele jeito. Sabe, né? Uns animadíssimos, outros nem tanto. Conheço gente que não dá nem pra chegar perto. Eu sou da laia dos acordam só debaixo do chuveiro, mas de maneira geral acho bacana acordar e até me sinto feliz. Ok, me julguem.

 

Entendo que você precisa de um café antes de dar bom dia. Isso se der bom dia nas próximas horas. Entendo também você aí que acorda querendo contar seu sonho in-crí-vel para o primeiro cristo que aparecer, mesmo que ele esteja com cara de demônio. Aí é que começa o primeiro problema do dia. Como conciliar esses humores matinais tão antagônicos?

 

Calma, cara, vamos tentar resolver este impasse. Você avisou todo mundo que é mal-humorado de manhã? Não? Então a culpa é sua. Ninguém é obrigado a adivinhar. Vamos parar de mimimi. Ah! Você adora um “bom diiiiiia” sonoro? Acha que todo mundo tem que responder e fica #xatiado se ninguém te dá moral? A culpa é sua também, quem mandou criar expectativas. Aliás, “criar expectativas” é assunto para outro post…

 

Mas enfim, voltando ao assunto, vamos pensar em toda aquela coisa linda de final de ano e tentar nos entender, não é mesmo? Eu imagino que você que acorda com a macaca, também não goste de festinhas e momentos-considero que acontecem toda segunda quinzena de dezembro. A notícia triste, meu amigo, é que isso vai ser assim para o resto de sua vida. Então, acostume-se para sofrer menos.

 

Mas não posso esquecer-me de você, que é da minha laia e adora um abraço e um sorriso carinhoso a qualquer momento. Tente ser um pouco compreensivo também, né? Nem todo mundo é obrigado a corresponder a essa sua necessidade de dar e/ou receber afeto. Segundo minha sábia mãezinha, as pessoas são diferentes umas das outras. Acredite.

 

E como sou da turma feliz, quero aproveitar este espaço maravilhoso para mandar um beijo pra minha mãe (a sábia), meus amigos queridos, te desejar um bom dia, um Feliz Natal, um Feliz Ano Novo e que todos os seus desejos se realizem. Mesmo que ele seja ser ignorado pela manhã.

 

Por Débora Bordin

 

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